Saiba como tratar a infecção urinária

Para evitar o problema, uma das dicas é a ingestão de líquidos

Por - Publicado em 27 de junho de 2014

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O tratamento das infecções urinárias simples ou não-complicadas é, em geral, rápido e efetivo. Utilizam-se antibióticos com alto poder de destruição sobre essas bactérias que em poucas horas são exterminadas. Qualquer mulher pode ter uma infecção urinária isolada em algum momento da vida e sabe-se que, nesses casos, a infecção não deve ser motivo de preocupação.

Naquelas mulheres em que os episódios são repetitivos, entretanto, deve-se investigar o trato urinário para verificação de alguma anormalidade que possa ser a causa das infecções. Excluídas as anormalidades da anatomia ou função do trato urinário, estamos frente a esse grupo de mulheres com tendência genética nas quais é necessário estabelecer uma estratégia para controlar o problema e evitar o incômodo dessas infecções repetidas.

Como tratar pacientes com infecções urinárias de repetição?

A predisposição genética dessas pacientes a infecções urinárias infelizmente não pode ser curada. Os distúrbios que favorecem a aderência bacteriana são decorrentes de defeitos intrínsecos das mucosas vaginal e uretro-vesical. Sendo assim, o que deve ser feito é estabelecer uma estratégia para que os quadros de infecção não ocorram com frequência e a qualidade de vida dessas pacientes não seja afetada.

Prevenção

As medidas gerais que devem ser adotadas incluem:
- Ingestão de boa quantidade de líquidos
- Normalização da função intestinal
- Uso de “protetores” naturais (cranberry, probióticos)
- Preservação da flora vaginal
- Orientação quanto aos hábitos higiênicos

As medidas ou tratamentos específicos incluem o uso de antibióticos ou quimioterápicos e tratamentos que visem a melhora da resposta imunológica local (vacinas).

O uso de antibióticos por longos períodos é denominado “quimioprofilaxia”, e pode ser muito útil em diversas situações clínicas. Embora possa parecer “perigoso”ou “prejudicial”, sabe-se que em muitas pacientes esse tratamento é indicado e não se acompanha de riscos consideráveis. Os medicamentos utilizados nessa forma de terapia são seguros e os benefícios superam de longe os potenciais riscos. Obviamente, a instituição desse tratamento deve ser feita por profissional habituado com o tratamento desse problema e a paciente deve permanecer sob constante vigilância médica.

As vacinas disponíveis para o tratamento de mulheres com infecções urinárias de repetição conferem proteção parcial reduzindo moderadamente o risco de reinfecções. Não existe ainda uma vacina altamente eficiente que modifique a história natural dessa doença.